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1º Café da Manhã da APEJESP discutiu boas práticas periciais, gestão profissional e impacto da tecnologia no setor A APEJESP realizou o 1º Café da Manhã com a Presidente, no dia 24 de fevereiro, com o objetivo de aproximar a diretoria dos profissionais da área pericial e promover debates técnicos sobre a evolução da atividade. O encontro reuniu associados de diversas especialidades para discutir práticas de atuação, gestão de honorários e adaptação às mudanças tecnológicas que vêm moldando o mercado.

A presidente Suely Gualano Bossa Serrati conduziu a reunião ao lado do presidente do Conselho Deliberativo, Vanderlei José Masson dos Santos, do 1º vice‑presidente, Alexandre Nicolau Madi, e do diretor de Desenvolvimento Profissional, José Marcos de Campos. O bate-papo foi organizado em torno de temas que têm provocado ajustes nas rotinas profissionais, especialmente em um contexto de maior concorrência, exigência técnica e introdução acelerada de novas ferramentas digitais.

Entre os pontos centrais, destacou-se a necessidade de planejamento estruturado e maior rigor na definição dos honorários periciais. Segundo a diretoria, é fundamental que o profissional adote ferramentas de gestão para mapear seus custos reais, incluindo estrutura física, horas produtivas e despesas indiretas, como base para propostas mais transparentes e alinhadas à complexidade dos trabalhos.

A diretoria reforçou que a postura passiva, historicamente observada em parte da categoria, já não encontra espaço no cenário atual. A recomendação é que os peritos se antecipem às demandas processuais, apresentando planos de trabalho detalhados, fundamentados em normas técnicas e acompanhados de justificativas consistentes de prazos e valores.

O debate também abordou referências de mercado, como o uso do valor referencial da tabela de honorários do IBAPE, além das metodologias de precificação e negociação aplicadas ao campo pericial e amplamente difundidas pelos diretores.

Expansão do uso de tecnologia e inteligência artificial

A expansão do uso de inteligência artificial (IA) no ambiente jurídico e contábil foi tratada como um movimento irreversível, que exige dos peritos um processo contínuo de capacitação. Exemplos práticos, como o processamento de bases com dezenas de milhares de registros judiciais, inviáveis para tratamento manual, demonstraram que a IA já é decisiva para acelerar análises, reduzir erros e lidar com volumes crescentes de informação.

Segundo os membros da diretoria, a adoção de ferramentas e soluções avançadas de análise de dados traz ganhos relevantes, mas exige responsabilidade técnica para evitar distorções ou conclusões equivocadas. A mensagem recorrente foi clara: o profissional que não dominar essas tecnologias tende a perder competitividade em um mercado mais exigente.

Base metodológica e formulação de perguntas

Outro eixo do encontro tratou da base metodológica da atividade pericial. Para a diretoria, a formação superior no Brasil ainda privilegia conteúdo técnico em detrimento da metodologia, o que cria dificuldades na formulação de perguntas, na interpretação de dados e na estruturação de raciocínios complexos, elementos essenciais para quem atua como perito ou assistente técnico.

A discussão reforçou que a perícia é, essencialmente, método aplicado, e que a capacidade de elaborar questões objetivas, fundamentadas e bem estruturadas impacta diretamente a qualidade de pareceres e laudos. Nesse contexto, os associados podem utilizar o canal de dúvidas da APEJESP para esclarecimentos e para estimular a troca de experiências entre especialistas.

Escuta ativa e fortalecimento da comunidade profissional

Além dos aspectos técnicos, o encontro ressaltou a importância da escuta ativa e do compartilhamento de experiências entre os profissionais. A diretoria destacou que, embora o trabalho pericial tenha um caráter solitário, a atuação coletiva e o diálogo sobre desafios recorrentes favorecem a evolução da prática e a consolidação de um ambiente profissional mais coeso.

O 1º Café da Manhã da APEJESP reforçou a percepção de que o setor vive um momento de transição, impulsionado tanto por transformações tecnológicas quanto pela necessidade de maior profissionalização. A entidade sinalizou que encontros como este deverão se repetir, com o objetivo de fortalecer a categoria, elevar o padrão técnico das entregas e acompanhar a evolução do mercado.




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