Corecon-SP define prioridades para 2026 com foco em valorização profissional, tecnologia e aproximação acadêmica

O ambiente econômico atual passa por uma rápida transformação, marcada pelo avanço das tecnologias de dados, pelo uso crescente de inteligência artificial, por mudanças regulatórias significativas e por um cenário internacional de alta complexidade. Essas mudanças têm ampliado o papel estratégico do economista, tanto no mercado privado quanto na formulação de políticas públicas, exigindo atualização constante e novas competências analíticas.
Atento a esse contexto, o Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), sob a presidência de Haroldo da Silva, irá orientar a gestão ao longo de 2026 com uma agenda voltada ao fortalecimento institucional, qualificação técnica e expansão da atuação do economista em diferentes áreas.
Para a gestão, a prioridade é reposicionar o economista como figura central no desenvolvimento econômico do país. Segundo Silva, a gestão do Corecon-SP em 2026 terá como prioridade central a valorização efetiva do economista enquanto profissional estratégico para o desenvolvimento econômico, combinando fortalecimento institucional, qualificação técnica e ampliação das oportunidades de atuação.
Entre as ações previstas, ele destaca: "a ampliação da educação continuada, a construção de parcerias institucionais com entidades públicas e privadas, a criação do Think Tank do Corecon-SP para produção de estudos e notas técnicas, bem como o fortalecimento da presença institucional do Conselho no debate econômico nacional."
A intenção é reforçar o papel da profissão. O objetivo, segundo o presidente, é reposicionar o economista como agente essencial à formulação de políticas públicas, à tomada de decisão empresarial e à análise qualificada da conjuntura econômica.
Com a expansão do uso de inteligência artificial e de sistemas avançados de análise de dados, o Corecon-SP enfatiza que esses recursos complementam e não substituem o trabalho do economista. De acordo com o presidente, o Conselho entende que as novas tecnologias de dados e a Inteligência Artificial não substituem o economista, mas ampliam sua relevância.
Ele reforça que a tecnologia não altera a essência da atividade, pois a capacidade de interpretar dados, construir cenários, avaliar riscos e compreender impactos econômicos e sociais permanece sendo uma atribuição essencialmente humana. "A tecnologia deve ser compreendida como ferramenta de apoio à análise econômica."
Nesse sentido, o Conselho prepara iniciativas de formação para estimular a apropriação crítica dessas tecnologias, promovendo capacitação e acesso a instrumentos que fortaleçam a atuação profissional, sempre com responsabilidade ética e rigor técnico.
O Corecon-SP também pretende ampliar a relação com instituições de ensino e atrair novos economistas para a atuação profissional. Segundo Silva, a aproximação com universidades, estudantes e jovens economistas constitui uma diretriz estruturante da gestão. Ele adianta algumas iniciativas:
"Entre as principais iniciativas previstas estão a instituição do Conselho Estudantil do Corecon-SP, o fortalecimento de projetos voltados à formação e à integração acadêmica, além do diálogo permanente com centros acadêmicos, docentes e coordenações de curso. O foco é reduzir distâncias entre academia e mercado, estimulando a empregabilidade, o empreendedorismo e a inserção profissional qualificada."
Na visão do presidente do Conselho, o próximo ano exigirá ainda mais preparo dos economistas, diante de um quadro de incertezas no Brasil e no exterior. Para ele, o ano de 2026 tende a ser marcado por elevado grau de complexidade econômica, tanto no plano doméstico quanto internacional.
No ambiente interno, ele observa os efeitos da transição da reforma tributária, a reconfiguração de preços relativos e os desafios fiscais. No contexto externo, acredita que permanecem incertezas geopolíticas, tensões comerciais e mudanças nas cadeias globais de valor. "Esse ambiente reforça a importância do economista na análise de cenários, avaliação de riscos e apoio à tomada de decisão pública e privada."
Perícias econômicas ganham espaço estratégico na agenda
A área de perícias econômicas também terá atenção especial. Segundo o presidente, a área de perícias econômicas é considerada estratégica para o fortalecimento da profissão. O Conselho planeja ampliar capacitações em perícia econômica, financeira e avaliação de danos, além de fortalecer o reconhecimento institucional do economista como profissional habilitado a atuar junto ao Poder Judiciário. Ele reforça a importância dessa frente de trabalho: "A atuação pericial representa uma frente relevante de oportunidades profissionais e será tratada como prioridade na agenda de valorização da categoria."
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