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APEJESP reforça atuação junto a contadores durante a CONVECON 2025 Levando conhecimento técnico e estreitando o relacionamento com contadores paulistas, a APEJESP marcou presença na CONVECON 2025 (Convenção dos Profissionais da Contabilidade do Estado de São Paulo), entre 30 de setembro a 2 de outubro. Em sua 29ª edição, o evento reuniu mais de 2.700 participantes, no Expo Center Norte, para debater temas como transformação digital na contabilidade, Reforma Tributária, tendências no setor, entre outros.

No último dia da Convenção, o público participou de um painel exclusivo e dinâmico, o “Super Talks Periciais 15: Insights que Contam”. Funcionou assim: quatro representantes da APEJESP se dividiram para falar, cada qual, em 15 minutos. Em pauta, as novidades no mercado e na carreira de perito, além das inovações na profissão.

Abrindo a discussão, José Vanderlei Masson dos Santos, presidente do Conselho Deliberativo da APEJESP e do Conselho Fiscal da Febrapam, comentou a evolução da legislação de insolvência de empresas, como o Decreto Lei n.º 7.661/1945, a Lei n.º 11.101/2005 e a Lei n.º 14.112/2020, a Nova Lei de Falências, marcada por mais agilidade e segurança jurídica nos processos de falência e recuperação judicial. “Vale destacar que o contador é um agente imprescindível em crises de insolvência, do início ao fim do processo. Não existe processo de recuperação judicial sem a sua participação”, disse.

Masson também listou a diversidade de opções de trabalho para os profissionais da Contabilidade interessados na perícia, como a figura do Perito judicial, do Consultor de empresas em crise, do Analista de viabilidade econômico-financeira e do Gestor de ativos em Processos Falimentares.

Em sua fala, Alessandra Ribas Secco, membro do Conselho Deliberativo da APEJESP, mestre em Ciências Contábeis e especialista em Perícia Contábil, destacou as inúmeras mudanças que a contabilidade vem acumulando ao longo das últimas décadas, como a digitalização de processos, Sped, padrão IFRS até chegar na Inteligência Artificial. “Todas as Inteligências Artificiais funcionam com um processo probabilístico. Ela não pensa como nós humanos para trazer o resultado. Somos nós que devemos guiá-la, através do prompt de comando. Para isto, devemos ter repertório para contextualizar a IA e treiná-la para que ela entenda o que realmente queremos”. Ela alertou ainda sobre ética e confidencialidade – atributos significativos que os profissionais precisam garantir no uso da IA. “Temos que ter responsabilidade sobre o que imputamos na máquina, que informação dos clientes ou da sua empresa está sendo introduzida?”

Ao citar a IA na perícia, Alessandra comentou que, nesse momento, “ela não necessariamente influenciará nas questões core, mas podemos começar com aplicações para tarefes repetitivas e operacionais.” Como exemplo, ela contou, recentemente, renomeou 2 mil documentos com a ferramenta, poupando esforços desnecessários.

Perícia em Arbitragem: oportunidades

Juliana Baggio, membro do Conselho Deliberativo da APEJESP, mestre em Ciências Contábeis, Controladoria e Finanças e especialista em Perícia Contábil e Econômica, abordou como a perícia em arbitragem também abre boas possibilidades de atuação aos contadores. “Diferentemente do que muita gente pensa, não é preciso ter anos de experiência para entrar nessa área, mas o aprendizado é contínuo, pois é uma área que demanda muito conhecimento”, disse. Ela ainda enfatizou as diversas vantagens da arbitragem sobre o processo judicial, como a celeridade, informalidade, confidencialidade, escolha do julgador com expertise na área de litígio e sentenças não recorríveis.

Segundo Juliana, são diversos os papeis que o profissional pode atuar na perícia em arbitragem: “vai do perito das partes passando pelo testemunho técnico, perito desempatador, perito do tribunal e assistentes técnicos e protocolo Sachs”, afirmou. Ela explicou as características de cada um deles para o público também.

Para fechar o Super Talks Periciais 15: Insights que Contam, Suely Gualano Bossa Serrati, presidente da APEJESP e conselheira do CRCSP, comemorou a representatividade feminina na Diretoria, com oito mulheres, e a forte atuação que a entidade tem, ao lado de outras organizações “buscando a valorização da perícia, uma área que contribui para a promoção da equidade e da justiça”.

Aos participantes, Suely também como anda o cenário da perícia Apuração de Haveres: “no mercado atual, acompanhamos uma alta demanda judicial, com milhares de processos envolvendo dissoluções societárias, exigindo perícia contábil para a apuração de haveres”, disse. Diante desse quadro, ela sinalizou que o mercado exige contadores bem-preparados, com domínio também em finanças, avaliação de empresas e legislação societária. “A remuneração nessa área é atrativa, mas os honorários vão variar conforme a complexidade do caso”, afirmou.

No final, ela citou a Norma Brasileira de Contabilidade ITP 01, pelo Conselho Federal de Contabilidade, que está em fase de elaboração e que tratará especificamente da apuração de haveres em sociedades, com previsão para ser divulgada em dezembro de 2025.

União e visibilidade

Ao lado da das entidades congraçadas da contabilidade do estado de São Paulo, a APEJESP demostrou o compromisso em fortalecer o seu relacionamento com o mercado, e impulsionar a perícia judicial no país. Contou com um estande em conjunto das organizações – espaço ocupado pela Diretoria, que expôs o trabalho da Entidade, os cursos realizados pela entidade, além de fazer ativação de sorteio (dois cursos) e momentos de networking, tornando a experiência dos visitantes agradável e interativa.







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