Com o aumento da utilização das tecnologias, cresce a necessidade da figura do perito na resolução de conflitos

Na visão da perita contábil Angela Alonso, que é Alonso, Barretto & Cia. Auditores Independentes, acadêmica da Academia Paulista de Contabilidade (APC) e coordenadora adjunta da CEPC/CFC, o futuro da perícia é promissor. Ela pontua que tem visto cada vez mais a valorização da perícia em processos judiciais e extrajudiciais de vários ramos, especialmente na arbitragem. "Com o avanço significativo e veloz de ferramentas tecnológicas, dos meios de pagamento, de novos negócios em escala, assim também os conflitos e suas formas de resolução acompanham. E a perícia é fundamental para que o especialista demonstre seu conhecimento dando segurança às partes envolvidas para uma adequada solução. Atuo em perícias contábeis e a sensação é de que há poucos peritos preparados para essa nova economia", ressalta.
Associada da APEJESP, Angela acredita que o principal motivo de fazer parte da entidade é poder estar entre seus pares para manter a atualização profissional e uma rede de relacionamentos que me permita evoluir nos trabalhos e servir como base de apoio, pois as perícias estão se tornando muito específicas e é preciso se manter sempre estudando.
Além disso, ela entende que o profissional de perícias, independente da área, precisa ser muito curioso, já atualmente há várias gerações de profissionais atuando em perícia e todos precisam manter o conhecimento e aprimorar suas habilidades e competências. "Ao debruçar sobre uma perícia, devemos entender profundamente de que maneira vamos contribuir na solução do problema de forma ética. Somos especialistas e temos que produzir nosso melhor", explica.
A perita pondera que já passou o tempo em que o perito era uma figura inacessível. Segundo Angela, estamos na era da informação, dessa forma, o perito é um "expert", um especialista, dotado de um conhecimento especial e necessário para sua atuação, aquele que se mune de provas e destaca a evidência por meio de uma ciência e precisa obter e gerenciar informações de vários tipos e fontes para filtrar o que é necessário para uma boa conclusão e emissão do Laudo ou Parecer. "Não é saudável para a solução do conflito que esse profissional deixe de se relacionar de forma ética com as partes a fim de obter todas as informações necessárias", avalia.
Para ela, outro ponto importante, é que quando se fala em perito, é necessário incluir
o assistente técnico da parte, que, em uma perícia, tem as mesmas normas profissionais do perito indicado pela autoridade.
"Há empresas e departamentos especializados em "forensic services" que inclui compliance, investigações, suporte a disputas e tecnologia forense, gerando uma expansão de serviços para crises e situações delicadas. É uma especialização que necessita de vivência profissional para gerar o conforto da sabedoria, a certeza da verdade e o fundamento da ética, que é o que se espera do profissional na solução de conflitos", finaliza Angela.
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